Como surgiu o Sindicato dos Guardas Municipais do Estado de São Paulo

Entre os anos de 1997 e 1998, o GCM Carlos Aberto Souza Matos, em seu 1º mandato como presidente do Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos, recebia diversas ligações de guardas municipais de todo o Brasil querendo saber como deveriam agir para montar uma associação ou sindicato, além de pedirem ajuda jurídica em diversas áreas.

Naquela época dávamos as explicações necessárias, porém com um certo atraso na atualização da informação, pois não poderíamos ajudar mais do aquilo, ou seja, explicações por telefone. Quando chegou ao nosso conhecimento que um companheiro estava montando um sindicato com abrangência estadual, o SIGAMESP - um sindicato que abrangia todas as categorias de guardas municipais celetista, estatutário, vigias, e outros, uma iniciativa perfeita, mas ao longo do processo, ocorreu que ao dar entrada nas documentações, fora impugnado por diversos sindicatos ligados ao corpo municipal de várias prefeituras, pois, segundo o veto, estaria entrando na seara alheira atingindo a base territorial do mesmo, e desde então não conseguira a documentação necessária para tão feito, nem mesmo tivera condição de abrir uma estrutura jurídica, nem física, caindo em tão no ócio. Em meados de 2003, quando já estava do segundo mandato do SGCM/SP (Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos/SP), eu e minha diretoria, começamos a discutir a criação desta estrutura jurídica.

Decidimos criar, para que pudéssemos fazer desta organização uma base política sindical, para o crescimento das Guardas Municipais que por sua vez estavam sendo esquecidas e sendo reaproveitada em épocas políticas partidárias, e o pior que estávamos sendo comandados por policiais militares, como coronéis aposentados, majores, capitães, tenentes, até sargentos (todos já aposentados).

Alguns apoiaram literalmente a Guardas Municipais, outros tinham a Guardas Municipais como trampolim político, outros como um "bico" gordo, e o pior ao meu ver, era o político, cuja situação estratégica estava já se consolidando através de uma diretriz chamada de diretrizes PM/01 e PM/03 de 1992 onde de uma forma estratégica, de médio e longo prazo a policia militar (em principal no Estado de São Paulo) estaria minando as. Guardas Municipais no crescimento, em síntese; a fiscalização, o treinamento, as comunicações, fazendo convênios, os comandos deveriam ser de policiais militares e caso isto não ocorresse dentro de determinado tempo, deveria colher tudo que as Guardas Municipais estavam fazendo de forma inconstucional, e não vencendo a parte política e, não surtindo o efeito, eles entrariam no ministério publico para barrar os crescimentos das Guardas Municipais, não só em São Paulo mais em todos os cantos que houvesse Guardas Municipais no Brasil, tendo como exemplo, a PM do norte, que entrou no ministério público para que as Guardas Municipais não pudesse comprar armamento, pois não tínhamos legislação própria.

Estávamos comprando armamento com base em legislação de vigilantes e houve um período sem compra de armamento institucional, foi péssimo. Em suma, hoje as PMs do Brasil tem um corpo pensante, planejando uma forma de acabar com as Guardas Municipais como somos conhecidos. E nós temos um corpo pensante ??? Hoje no Brasil somos mais de 900 Guardas Municipais, em São Paulo, mais de 300 Guardas Municipais, com um efetivo total de quase 65000 mil integrantes, em São Paulo, 25000mil subindo, pois a Guarda Civil Metropolitana/SP capital tem uma legislação de 15000 mil integrantes; hoje ela é a maior guarda de São Paulo, com 6000 mil integrantes, podendo então chegar a 34000 mil. E aí? Não é uma força policial forte! Que poderá neutralizar a visualidade das PMs que tentam de todas as formas neutralizar as Guardas Municipais e, conseqüentemente a busca do poder unilateral, mantendo o monopólio da segurança pública.